domingo, 6 de julho de 2014

BRASIL 1 (3) X 1 (2) CHILE



Sábado, 28 de junho de 2014. 
Dia de assistir um jogo de  oitavas de finais que envolvia  o Brasil.
Fui de transporte coletivo já imaginando um tráfego intenso.


O caminho para o Mineirão parecia um mar  amarelo, um espetáculo!



Os chilenos eram muitos, mas ainda eram uma minoria ilhada pelos milhares  de brasileiros.
Mas mesmo assim mostravam muita confiança e bom humor.



O Mineirão estava lindo e  o tempo ajudou bastante com um sol brilhante e um céu azul.




Antes de  começar a batalha campal, um momento de tranquilidade para saborear um tropeiro.


Desde o início, podíamos sentir o nervosismo pairando  no ar.
Aconteceu o lance desagradável das  vaias durante a “capela” do hino chileno.
Eu tenho uma explicação para o fato, é claro que não justifica, mas explica o acontecido.
Depois do jogo contra o México, toda  a imprensa caiu de pau em cima da torcida brasileira, que foi nitidamente anulada pelo canto dos  mexicanos. Em todos os veículos de comunicação, houve uma manifestação de imposição da torcida que é maioria perante  os adversários que são minoria. Houve  infelizmente uma marcação de território fora do contesto e realmente ficou feio. 
Mas a torcida, fora esse deslise fez o seu papel, cantou o tempo todo e tentou sair do canto comum "com muito orgulho, com muito amor" e entoou novos cantos de incentivos que estavam sendo distribuídos por alguns torcedores, mas abafamos literalmente o grito chileno.



O início do jogo deu a entender que  seria sem sofrimento, aquele gol no início parecia prenúncio de uma tarde tranquila e alegre.




Mas  sofrer  um gol numa  cobrança de lateral mal batido e  com a desatenção do time não estava no script e ali começou o  teste para cardíacos.
Neymar foi caçado com bastante violência e o jogo adquiriu um clima de tragédia.
Eu tenho um pecado a confessar: abandonei o Mineirão antes de começar a cobrança dos  pênaltis.  Eu estava muito nervosa e tinha que relaxar. Voltei andando para  casa. Fora os policiais não vi ninguém na rua, só o som dos televisores nas casas, comentários indignados e  gritos.
Eu sempre  tive esse  desvio emocional. 
Não consigo assistir  a decisões nos pênaltis.
Não vi o Baggio isolar a bola em 1994 quando fomos tetra contra a Itália, não vi o Tafarel defender 2 pênaltis contra a Holanda em 1998 e não vi o Júlio César defender dois pênaltis e a trave  defender outro contra o Chile. 
Estava chegando  em  casa quando as  pessoas começaram a sair das  casas gritando: acabou, acabou, acabou!!!! 
E aí começou o foguetório...
Moral da história, sentei  no meio fio e  chorei. 
Cheguei  em  casa  cansada pela caminhada  desenfreada , extenuada  emocionalmente por não saber o tempo todo o que estava acontecendo  e  revoltada pelo meu comportamento insano que nem Freud explica.
Mas valeu pela classificação sofrida e passei a noite em  claro assistindo programas esportivos e  as cobranças que eu não tive a coragem de  ver. 
Mesmo assim, agradeço aos céus por cada minuto que presenciei  até agora dessa Copa do Mundo mágica que nos tem  presenteado com jogos brilhantes e emocionantes.






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